Frequência de utilização influência nos aumentos dos planos de saúde

Correio Braziliense – 21/09/2019

O preço dos planos de saúde vem afastando clientes.

O setor perdeu 133,3 mil vínculos no último ano.

 Os planos de saúde coletivos, que representam quase 70% da carteira do país, devem ficar 17% mais caros em média este ano, o aumento previsto é quase quatro vezes mais alto do que a inflação acumulada nos últimos 12 meses.

 Para debater o tema, Correio Debate Saúde Suplementar, Consumo e Sustentabilidade, reunirá especialistas, na próxima quarta-feira (25/9), no auditório do jornal.

O diretor-adjunto de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Mauricio Nunes da Silva, que participará de um dos painéis, explicou que o cálculo de aumento é complexo.

 “Os reajustes de planos não variam meramente pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

 Outros dois fatores impactam e têm peso forte nesse custo: a frequência de utilização e novas tecnologias”, diz. “Não é só em relação ao procedimento, mas a frequência de utilização também impacta.

 Mesmo com a redução do preço, se as pessoas usarem mais de um ano para outro, aumentam os custos.

 A incorporação de novas tecnologias também reflete no preço”, explica.

O evento tem a parceria da Federação Nacional de Saúde Suplementar

 (Fena saúde), do laboratório Sabin e do Hospital de Brasília.